Aventura > Trilha das Cachoeiras do Ribeirão de Itu

Alguns dos meus amigos já sabem, outros ainda não.

Mas além de (des)organizar as trilhas do É NÓIS NA TRILHA, eu ainda participo de outros grupos de caminhada. E todo mundo nesses grupos acabou virando uma grande família de amigos, que além de participar das trilhas e viagens juntos, ainda trocam idéias, marcam encontros temáticos (queijo e vinho, almoços italianos, vegetarianos, passeios culturais). É tudo uma grande curtição com pessoas muito especiais.
Foi com um desses grupos de trilhas, o Vamos Lá!, dos amigos Nancy e Paulo que fizemos um passeio muito gostoso em Boiçucanga, São Sebastião, SP.

Era pra ser a trilha que desce de Salesópolis e vai até o litoral paulista, em Boiçucanga, mas era março e as condições dentro desse trecho do Parque Estadual da Serra do Mar não estavam propícias, muitas quedas de barreiras na serra, muitos carrapatos no trecho do alto da serra. E o pessoal resolveu não arriscar e fazer somente a parte baixa da trilha, que é conhecida como Trilha das Cachoeiras do Ribeirão do Itu, passando por diversas cachoeiras em meio a exuberante mata atlântica.

Todos combinados, saímos da Barra Funda às 6h e pouquinho e já fomos badernando no ônibus pra manter a galera acordada, como não podia deixar de ser.
Descemos pela Rod. Mogi–Bertioga (SP-98), passando por belas paisagens, até chegar a São Sebastião, onde outros amigos nos esperavam pra juntarem-se aos caminhantes.
Nossos guias, Bia e Zen, experientes monitores do PESM, nos esperavam no início da trilha na Estrada do Cascalho, para passar algumas informações importantes e fazermos o alongamento pra começar o passeio. Deixamos nosso ônibus estacionado, besuntamo-nos de repelente e pé na trilha!

Essa trilha segue o curso contrário do Ribeirão do Itu, cruzando-o em 9 pontos diferentes. A primeira travessia foi num ponto relativamente calmo do rio, com trilha larga e por onde passam muitas pessoas.
A primeira cachoeira da trilha, muito visitada pelos turistas por conta da facilidade de acesso é a Cachoeira da Pedra Lisa, mas não passamos por essa. Continuamos a trilha pela mata mais fechada, chegando à Cachoeira da Samambaia Açu, com uma queda de aproximadamente 20 m e um ótimo poço para banho. Descendo desse poço há um “gargalo” por onde a água cai num trecho íngreme que pode causar sérios acidentes aos desavisados.

Travessia do Ribeirão do Itu, Cachoeira da Serpente e pessoal agrupado pra curtir a natureza.
Travessia do Ribeirão do Itu, Cachoeira da Serpente e pessoal agrupado pra curtir a natureza.

Paramos apenas para algumas fotos, deixando para aproveitar a cachoeira no retorno. Continuando nossa pernada, a trilha ficou bem mais íngreme e escorregadia, e, depois de um bom tempo caminhando, chegamos à terceira cachoeira, a da Serpente, que forma uma banheira pequena, mas com grande volume d’água, como uma hidromassagem.

Cachoeira da Samambaia Açu e "gargalo" que desce de seu poço.
Cachoeira da Samambaia Açu e “gargalo” que desce de seu poço.

Subindo mais um pouco, chegamos ao Poço dos Macacos, imenso poço azul-esverdeado que convida a todos para um gostoso e energético mergulho.
Passamos um bom tempo mergulhando, tomando nossos lanchinhos, descansando e rindo das palhaçadas que aprontamos dentro da água.
Aproveitamos toda a energia das águas cristalinas para nos recarregar para a pernada de volta.

Mais algumas toneladas de repelente (isso é muito importante na região) e descemos até a Cachoeira da Samambaia Açu, onde o pessoal pôde mergulhar mais uma vez e fazer muitas fotos.

Poço dos Macacos e o pessoal curtindo o almo-janta num restaurante local.
Poço dos Macacos e o pessoal curtindo o almo-janta num restaurante local.

No retorno da trilha, nosso ônibus nos esperava para irmos todos a um restaurante da região, fechar o passeio com chave de ouro, como sempre.
E fica aqui o convite para todos conhecerem a maravilhosa Trilha do Ribeirão do Itu.

Veja as fotos da trilha no meu álbum virtual.

– Infos –

Para fazer essa trilha de aproximadamente 8,2 km é indicado e prudente contratar guia ou monitor ambiental. Além de evitar que o pessoal se perca ou sofra acidentes, eles inibem a ação de ladrões, que infelizmente volta e meia aterrorizam algumas trilhas da região.
Essa trilha ainda não faz parte do Programa Trilhas de São Paulo, mas está inserida no Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo São Sebastião.
PE da Serra do Mar – Núcleo São Sebastião
Rodovia BR 101/SP 55 (Rio Santos), na altura do km 175. Acesso pelas Rodovias Imigrantes, Anchieta ou Mogi Bertioga ao Sul, e Rodovias dos Trabalhadores ou Carvalho Pinto e Tamoios ao Norte. Bairro de Boiçucanga – Estrada do Cascalho até o final.
Tel.: (12) 3863-1707 / 3863-1575
http://www.fflorestal.sp.gov.br/hotsites/hotsite/index.php?hotsite=27c2fa487b4a6363b6424e8ae6227dce

Aventura > Rafting em Socorro

Notícia velha! Sim, eu sei… de fevereiro!!!
Mas como a falta de tempo não permitiu que eu publicasse antes o histórico dia de rafting da turma do É NÓIS NA TRILHA em Socorro, agora estou me redimindo com o pessoal ávido por novidades.
E o rafting ainda acontece no mesmo local, na mesma hora, para iniciados ou não.

Quinze corajosos amigos. Saímos de São Paulo bem cedinho, com aquela cara sonada e óculos escuros pra esconder as olheiras do sol que começava a aparecer. Pela esburacada Rod. Fernão Dias (BR-381) rumo a Socorro, cidade paulista a 132 km da capital.
A animação começou já na van que nos levava, todos ansiosos por chegar na cidadezinha que é uma das boas pedidas em ecoturismo no estado de São Paulo (já quase chegando a Minas Gerais).
Depois da gente se perder um pouquinho por ruas de terra já em Socorro, nosso desembarque foi no Parque Ecológico do Monjolinho, base da agência de ecoturismo Rios de Aventura.
A natureza foi muito generosa nesse canto, com as várias corredeiras do Rio do Peixe – que em fevereiro está caudaloso, do jeitinho que os “rafteiros” gostam –, a Cachoeira do Monjolinho e muito verde com a vegetação nativa de frondosas árvores.
E o parque tem atrações para todos os níveis de aventureiros (desde os que preferem uma trilhazinha leve e banhos de rio até os que encaram o rafting de 7 km pelo rio e as tirolesas), prainha à beira do Rio do Peixe, restaurante/lanchonete, chalés e uma equipe muito boa de instrutores de ecoturismo (esses da Rios de Aventura).

Parque Ecológico do Monjolinho, Socorro, SP.

Parque Ecológico do Monjolinho, Socorro, SP.

Chegamos em cima da hora marcada para o início do rafting, então tivemos que nos apressar para o passeio. Fizemos um pequeno reconhecimento do lugar (bem rápido mesmo), nos trocamos, nos aquecemos e recebemos as primeiras instruções para a descida do rio nos botes, desde os comandos de remada que os nossos instrutores dariam nos botes até de como salvar alguém que porventura caísse nas corredeiras (o Edilson foi o voluntário para a aula sobre resgate). É sempre muito divertido, com piadas e demonstrações, pois os instrutores quebram a tensão que algumas pessoas podem ainda ter antes da aventura.
Passamos bastante protetor solar, nos aparelhamos com nossos capacetes e coletes salva-vidas e subimos nos caminhões que nos levariam até o ponto de desembarque onde os botes já nos aguardavam.
Cada bote foi com 6 pessoas, contando o instrutor, e tínhamos que dar um nome pra equipe de cada bote, pra fazer nossos gritos de guerra cada vez que vencêssemos uma etapa das 22 corredeiras do Rio do Peixe. Tiradores de sarro que somos, todos colocamos nomes no mínimo ridículos em cada equipe. A do meu bote era “Mojaculos”, ou como as libélulas são chamadas em algumas regiões da Espanha. Rsrsrs

A emoção começou já no início do “passeio”, com a gente testando (e errando) todos os comandos pedidos pelo instrutor, o barco rodando em círculos, a gente dando muita risada.
Com os botes organizados, iniciamos a descida do Rio do Peixe com corredeiras enormes e rápidas. Com 22 corredeiras ao redor, não era de espantar que a descida fosse toda muito emocionante, cheia de aventuras, de banhos gelados, de manobras inusitadas e radicais do nosso instrutor, que ficava na parte traseira do barco, dando a direção e nos afastando das pedras. Quando a corredeira era muito grande, como umas classe IV que pegamos (existem vários graus de dificuldade no rafting, sendo I o mais fácil e VI o mais difícil), o instrutor gritava “Piso!” e todo mundo metia a bunda no piso do bote e se segurava firme nos acordoamentos laterais. Isso pra gente não quicar fora do bote! Rsrs

Turma do bote "Mojaculos" e outros amigos já na água, enfrentando as corredeiras.

Turma do bote "Mojaculos" e outros amigos já na água, enfrentando as corredeiras.

Corredeiras leves e outras nem tanto. Muito divertido!

Corredeiras leves e outras nem tanto. Muito divertido!

Mas tudo isso é feito com muita segurança, mesmo nas descidas mais difíceis. Tanto é que ninguém da nossa turma (dividida em vários botes) caiu nas corredeiras.
De vez em quando parávamos entre algumas pedras pra fazer a segurança de outros botes, gritando onde estava mais fácil e onde era impossível passar. Isso era revezado entre os montes de botes que desciam o rio, cada vez um parando pra ajudar o outro.
No fim do percurso, já 7 km rio abaixo, só se ouvia do pessoal “Ah, já acabou???” e todos fomos batizados com um banho gelado com o capacete do instrutor.
Com a alma lavada, literalmente, voltamos para a base da Rios de Aventura no Parque do Monjolinho, alguns se trocaram pra aproveitar o sol na beira do rio antes do almoço e outros, como eu, foram fazer as tirolesas que atravessavam o rio, já que estávamos molhados mesmo…
Até nosso motorista, o André, aproveitou a aventura das tirolesas, coisa que ele não tinha feito antes.

Depois de tanta aventura, só um gostoso almoço caseiro no restaurante do parque poderia repor nossas energias. Mas foi um dia muito bem gasto, ou melhor, aproveitado.
Com uma turma dessas, um passeio nunca é tedioso!!!

Veja as fotos do rafting no álbum virtual.

– Infos –

Socorro
Como chegar: a partir de São Paulo, pela Rod. Fernão Dias (BR-381) até Bragança Paulista e depois pela Rod. Capitão Barduíno. Ou pela Anhanguera ou Bandeirantes até Jundiaí, seguindo para Bragança Paulista e Socorro.
http://www.socorro.tur.br/default.asp?acao=home
Parque Ecológico do Monjolinho
Estrada Socorro-Munhoz, km 6 – Socorro, SP
Visitação: diariamente, das 9h às 18h
Rafting: R$ 74,00 (percurso de 7 km), 4 saídas diárias
Tirolesa: R$ 10,00 (180 metros, sobre o rio)
Arvorismo: R$ 28,00 (c/ rapel), R$ 38 (c/ tirolesa)
Rapel: R$ 59,00 (98 metros)
Tel.: (19) 3895-7346 / 3955-8124
http://www.parquedomonjolinho.com.br/
Rios de Aventura
Várias atividades em ecoturismo. A base deles para rafting é no Parque do Monjolinho.
Tel.: (19) 3895-5292
http://www.riosdeaventura.com.br/

Curiosidades
“Raft”, em inglês, significa “balsa”. Rafting portanto é a ação de descer rios em uma balsa.
A origem do rafting remonta ao século 19, quando o norte-americano John Wesley organizou uma expedição para explorar a região Central do Grand Canyon, nos EUA e sua equipe atravessou o Rio Colorado com botes a remo.
Os comandos que os instrutores usam nos botes são muito curiosos e a gente tem que decorá-los para responder rapidamente quando ele pedir, senão algo errado pode acontecer.
Frente, frente forte, ré, direita ré (quando só os remadores da direita remam no sentido contrário, para mudar a direção do bote), esquerda ré (idem, mas para o outro lado), segura (pra todos segurarem-se nos acordoamentos laterais do bote) e piso (quando todos devem prender seus remos para fora da água, abaixar dentro do bote e segurar firme nas cordas, para enfrentar as corredeiras).

Classificações do rafting – classificação do rio
A IRF (Federação Internacional de Rafting) criou uma classificação para padronizar os níveis de rios, para os “rafteiros” saberem o que estão enfrentando.
Os níveis variam de I a VI, sendo o I o mais fácil e o VI o mais difícil, com grandes quedas e cachoeiras. Essa classificação também depende do desnível do terreno, se é muito íngreme, maior é o nível, e também varia de acordo com o período do ano, se ocorreram muitas chuvas na região do rio, aumentando o nível de água.

Nível I água corrente com pequenas ondas e pouca obstrução por pedras. Para iniciantes.

Nível II corredeiras fáceis com ondas de até 1 m. Passagens claras entre as pedras.

Nível III corredeiras altas e irregulares, com passagens estreitas e que necessitam de manobras mais precisas. As condições de resgate são mais difíceis.

Nível IV corredeiras longas e difíceis, com passagens estreitas onde são necessárias muitas manobras.

Nível V corredeiras extremamente difíceis, longas e violentas. Nesse caso é necessário montar esquema de segurança específico.

Nível VI muito perigoso, com passagens dificílimas. Apenas para instrutores e canoístas experientes, mas mesmo assim com cuidadoso estudo por terra e esquemas de resgate específicos.

Mais raftings em São Paulo
Rio Jacaré Pepira (Brotas)
Rio Juquiá (Juquitiba)
Rio Paraibuna (São Luís do Paraitinga)
Rio Pardo (Caconde)

I’m “twitterized”!!

Visitem o meu Twitter, onde volta e meia vou postar quick news: http://twitter.com/fabi_fernandes

Próximos posts

Galera, muita calma nessa hora.
Estou sem nenhum tempo pra atualizar o blog e isso tem me deixado “doente”. Pra mim faz muita falta poder compartilhar com todos as minhas experiências e descobertas de lugares dignos de nota por aí. Mas pelo menos eu vou deixar aqui uma “listinha” do que planejo ainda escrever (se o universo conspirar a favor, quem sabe mês que vem tá tudo atualizado?!).

O que rolou:
O que rolou:
- Rafting em Socorro, SP
- Trilha em Boiçucanga, SP
- Trilha em Tapiraí, SP
- Balada anos 80 (uma nova opção em SP)
- Trilha Boiçucanga-Juquehy, SP
- Trilha no PE Intervales, SP
- Petrópolis e Teresópolis, RJ
- Serra dos Órgãos, RJ
- São Roque, SP

Tenham paciência comigo! hihi

Olá mundo!

O Manual de Bolso muda de casa novamente.
Já perdi a conta de quantos puxadinhos nós já ocupamos pelos sites de blogs mundo afora.
Já estivemos no UOL, no Blogger e agora é a vez do WordPress.
Casa nova dá sempre trabalho. É tanta prateleira pra colocar, tanta caixa para desocupar e mil livros pra organizar, doar, etc.

Mas casa nova também é sempre bom.
Então sintam-se a vontade. E eu tentarei ser a melhor anfitriã, trazendo uns novos petiscos pra vocês provarem.


Aquariana de fevereiro de 1975. Ilustradora e designer gráfica. Fotógrafa amadora nas horas vagas. Amante dos animaizinhos e do turismo ecológico. Freqüentadora de teatros, cinemas, baladas, etc, etc. Como diria minha irmã, "uma quase especialista em um zilhão de coisas". O espírito inquieto não combina com a inércia. O mote é conhecer lugares novos, provar novos sabores, falar com gente interessante, ter novas experiências e compartilhar aqui. Conhecimento é o exercício permanente de provar novas coisas.

 

Novembro 2009
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