Aventura > Rafting em Socorro

Notícia velha! Sim, eu sei… de fevereiro!!!
Mas como a falta de tempo não permitiu que eu publicasse antes o histórico dia de rafting da turma do É NÓIS NA TRILHA em Socorro, agora estou me redimindo com o pessoal ávido por novidades.
E o rafting ainda acontece no mesmo local, na mesma hora, para iniciados ou não.

Quinze corajosos amigos. Saímos de São Paulo bem cedinho, com aquela cara sonada e óculos escuros pra esconder as olheiras do sol que começava a aparecer. Pela esburacada Rod. Fernão Dias (BR-381) rumo a Socorro, cidade paulista a 132 km da capital.
A animação começou já na van que nos levava, todos ansiosos por chegar na cidadezinha que é uma das boas pedidas em ecoturismo no estado de São Paulo (já quase chegando a Minas Gerais).
Depois da gente se perder um pouquinho por ruas de terra já em Socorro, nosso desembarque foi no Parque Ecológico do Monjolinho, base da agência de ecoturismo Rios de Aventura.
A natureza foi muito generosa nesse canto, com as várias corredeiras do Rio do Peixe – que em fevereiro está caudaloso, do jeitinho que os “rafteiros” gostam –, a Cachoeira do Monjolinho e muito verde com a vegetação nativa de frondosas árvores.
E o parque tem atrações para todos os níveis de aventureiros (desde os que preferem uma trilhazinha leve e banhos de rio até os que encaram o rafting de 7 km pelo rio e as tirolesas), prainha à beira do Rio do Peixe, restaurante/lanchonete, chalés e uma equipe muito boa de instrutores de ecoturismo (esses da Rios de Aventura).

Parque Ecológico do Monjolinho, Socorro, SP.

Parque Ecológico do Monjolinho, Socorro, SP.

Chegamos em cima da hora marcada para o início do rafting, então tivemos que nos apressar para o passeio. Fizemos um pequeno reconhecimento do lugar (bem rápido mesmo), nos trocamos, nos aquecemos e recebemos as primeiras instruções para a descida do rio nos botes, desde os comandos de remada que os nossos instrutores dariam nos botes até de como salvar alguém que porventura caísse nas corredeiras (o Edilson foi o voluntário para a aula sobre resgate). É sempre muito divertido, com piadas e demonstrações, pois os instrutores quebram a tensão que algumas pessoas podem ainda ter antes da aventura.
Passamos bastante protetor solar, nos aparelhamos com nossos capacetes e coletes salva-vidas e subimos nos caminhões que nos levariam até o ponto de desembarque onde os botes já nos aguardavam.
Cada bote foi com 6 pessoas, contando o instrutor, e tínhamos que dar um nome pra equipe de cada bote, pra fazer nossos gritos de guerra cada vez que vencêssemos uma etapa das 22 corredeiras do Rio do Peixe. Tiradores de sarro que somos, todos colocamos nomes no mínimo ridículos em cada equipe. A do meu bote era “Mojaculos”, ou como as libélulas são chamadas em algumas regiões da Espanha. Rsrsrs

A emoção começou já no início do “passeio”, com a gente testando (e errando) todos os comandos pedidos pelo instrutor, o barco rodando em círculos, a gente dando muita risada.
Com os botes organizados, iniciamos a descida do Rio do Peixe com corredeiras enormes e rápidas. Com 22 corredeiras ao redor, não era de espantar que a descida fosse toda muito emocionante, cheia de aventuras, de banhos gelados, de manobras inusitadas e radicais do nosso instrutor, que ficava na parte traseira do barco, dando a direção e nos afastando das pedras. Quando a corredeira era muito grande, como umas classe IV que pegamos (existem vários graus de dificuldade no rafting, sendo I o mais fácil e VI o mais difícil), o instrutor gritava “Piso!” e todo mundo metia a bunda no piso do bote e se segurava firme nos acordoamentos laterais. Isso pra gente não quicar fora do bote! Rsrs

Turma do bote "Mojaculos" e outros amigos já na água, enfrentando as corredeiras.

Turma do bote "Mojaculos" e outros amigos já na água, enfrentando as corredeiras.

Corredeiras leves e outras nem tanto. Muito divertido!

Corredeiras leves e outras nem tanto. Muito divertido!

Mas tudo isso é feito com muita segurança, mesmo nas descidas mais difíceis. Tanto é que ninguém da nossa turma (dividida em vários botes) caiu nas corredeiras.
De vez em quando parávamos entre algumas pedras pra fazer a segurança de outros botes, gritando onde estava mais fácil e onde era impossível passar. Isso era revezado entre os montes de botes que desciam o rio, cada vez um parando pra ajudar o outro.
No fim do percurso, já 7 km rio abaixo, só se ouvia do pessoal “Ah, já acabou???” e todos fomos batizados com um banho gelado com o capacete do instrutor.
Com a alma lavada, literalmente, voltamos para a base da Rios de Aventura no Parque do Monjolinho, alguns se trocaram pra aproveitar o sol na beira do rio antes do almoço e outros, como eu, foram fazer as tirolesas que atravessavam o rio, já que estávamos molhados mesmo…
Até nosso motorista, o André, aproveitou a aventura das tirolesas, coisa que ele não tinha feito antes.

Depois de tanta aventura, só um gostoso almoço caseiro no restaurante do parque poderia repor nossas energias. Mas foi um dia muito bem gasto, ou melhor, aproveitado.
Com uma turma dessas, um passeio nunca é tedioso!!!

Veja as fotos do rafting no álbum virtual.

— Infos —

Socorro
Como chegar: a partir de São Paulo, pela Rod. Fernão Dias (BR-381) até Bragança Paulista e depois pela Rod. Capitão Barduíno. Ou pela Anhanguera ou Bandeirantes até Jundiaí, seguindo para Bragança Paulista e Socorro.
http://www.socorro.tur.br/default.asp?acao=home
Parque Ecológico do Monjolinho
Estrada Socorro-Munhoz, km 6 – Socorro, SP
Visitação: diariamente, das 9h às 18h
Rafting: R$ 74,00 (percurso de 7 km), 4 saídas diárias
Tirolesa: R$ 10,00 (180 metros, sobre o rio)
Arvorismo: R$ 28,00 (c/ rapel), R$ 38 (c/ tirolesa)
Rapel: R$ 59,00 (98 metros)
Tel.: (19) 3895-7346 / 3955-8124
http://www.parquedomonjolinho.com.br/
Rios de Aventura
Várias atividades em ecoturismo. A base deles para rafting é no Parque do Monjolinho.
Tel.: (19) 3895-5292
http://www.riosdeaventura.com.br/

Curiosidades
“Raft”, em inglês, significa “balsa”. Rafting portanto é a ação de descer rios em uma balsa.
A origem do rafting remonta ao século 19, quando o norte-americano John Wesley organizou uma expedição para explorar a região Central do Grand Canyon, nos EUA e sua equipe atravessou o Rio Colorado com botes a remo.
Os comandos que os instrutores usam nos botes são muito curiosos e a gente tem que decorá-los para responder rapidamente quando ele pedir, senão algo errado pode acontecer.
Frente, frente forte, ré, direita ré (quando só os remadores da direita remam no sentido contrário, para mudar a direção do bote), esquerda ré (idem, mas para o outro lado), segura (pra todos segurarem-se nos acordoamentos laterais do bote) e piso (quando todos devem prender seus remos para fora da água, abaixar dentro do bote e segurar firme nas cordas, para enfrentar as corredeiras).

Classificações do rafting – classificação do rio
A IRF (Federação Internacional de Rafting) criou uma classificação para padronizar os níveis de rios, para os “rafteiros” saberem o que estão enfrentando.
Os níveis variam de I a VI, sendo o I o mais fácil e o VI o mais difícil, com grandes quedas e cachoeiras. Essa classificação também depende do desnível do terreno, se é muito íngreme, maior é o nível, e também varia de acordo com o período do ano, se ocorreram muitas chuvas na região do rio, aumentando o nível de água.

Nível I água corrente com pequenas ondas e pouca obstrução por pedras. Para iniciantes.

Nível II corredeiras fáceis com ondas de até 1 m. Passagens claras entre as pedras.

Nível III corredeiras altas e irregulares, com passagens estreitas e que necessitam de manobras mais precisas. As condições de resgate são mais difíceis.

Nível IV corredeiras longas e difíceis, com passagens estreitas onde são necessárias muitas manobras.

Nível V corredeiras extremamente difíceis, longas e violentas. Nesse caso é necessário montar esquema de segurança específico.

Nível VI muito perigoso, com passagens dificílimas. Apenas para instrutores e canoístas experientes, mas mesmo assim com cuidadoso estudo por terra e esquemas de resgate específicos.

Mais raftings em São Paulo
Rio Jacaré Pepira (Brotas)
Rio Juquiá (Juquitiba)
Rio Paraibuna (São Luís do Paraitinga)
Rio Pardo (Caconde)

2 Responses to “Aventura > Rafting em Socorro”


  1. 1 Isabela 26/10/2009 às 4:41 pm

    Adorei sua narrativa sobre nossa querida Socorro! Sugiro que o grupo retorne ao nosso município de aventuras para praticar um rappel na Pedra Bela Vista, o parque de aventura mais altos de Socorro. De lá é possível avistar toda a cidade e a região, além de ter um pôr-do-sol lindísssimo. Vale a pena conferir!

    • 2 Fabi 01/12/2009 às 5:11 pm

      Obrigada pelo comentário, Isabel. Socorro é realmente um município que surpreende. É a segunda vez que visito o local e com certeza voltarei muitas outras.


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Aquariana de fevereiro de 1975. Ilustradora e designer gráfica. Fotógrafa amadora nas horas vagas. Amante dos animaizinhos e do turismo ecológico. Freqüentadora de teatros, cinemas, baladas, etc, etc. Como diria minha irmã, "uma quase especialista em um zilhão de coisas". O espírito inquieto não combina com a inércia. O mote é conhecer lugares novos, provar novos sabores, falar com gente interessante, ter novas experiências e compartilhar aqui. Conhecimento é o exercício permanente de provar novas coisas.

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