Chapada Diamantina 3

21/09/2010 – terça
3o Trecho – Vitória (ES) – Itaúnas (ES)

Km rodados no dia – 274 km
Km total – 1.256 km

Nada de amanhecer um solzinho em Vitória pra aproveitarmos uma praia pela primeira vez na viagem. Aproveitamos, então, a manhã nublada para conhecer o Convento Nsa. Sra. da Penha (em Vila Velha, ES). Tem muitas atrações históricas entre Vitória e Vila Velha. O centro histórico de Vitória mesmo tem muitos edifícios, igrejas, museus a se conhecer.

Atravessamos duas vezes mais a 3ª Ponte que liga Vitória a Vila Velha e essa ponte em si já é uma atração, possibilitando uma vista linda do canal que separa as duas cidades (a cada vez paga-se o pedágio de R$ 1,60 pra atravessar a ponte, ida e volta). O convento foi construído em 1568 e do alto dos 154 metros do morro que o abriga têm-se uma vista de quase 360º de Vitória e Vila Velha. Fizemos muitas fotos no lugar (o que vai dificultar a seleção depois, pois cada canto que olhávamos tinha motivo pra uma fotografia).

Convento da Penha e a vista para o lado de Vila Velha

Vista de Vitória e a 3ª Ponte a partir do Convento da Penha

Depois, com o tempo ainda fechado sobre a cidade, descemos até a praia da Curva da Jurema, famoso pedaço de praia onde há vários quiosques que devem bombar aos fins de semana com o tempo bom, jardins, bolsão de estacionamento e um centro de informações turísticas. Como não ia dar tempo de conhecer o centro histórico (Cidade Alta) de Vitória até a diária do hotel vencer (às 12h00), fizemos um pequeno passeio pela Curva da Jurema e Praia do Canto, com seus jardins bem cuidados e áreas de lazer com equipamentos de ginástica novinhos e brinquedos coloridos pras crianças.

Depois voltamos ao hotel e fizemos nosso check-out, pusemos todas as tralhas de volta ao carro e fomos procurar um lugar para almoçar. Comemos num quilo muito bom, o Palladium, na Praia do Canto (R$ 35,50 com bebida e café) e fomos de carro dar uma volta no centro histórico para pelo menos conhecer alguma coisa por lá antes de partir.

O centro tem realmente muitas construções históricas e o ideal seria estacionarmos o carro e fazer um percurso a pé para conhecer boa parte delas (há um percurso sugerido no site de Vitória e também nos mapas turísticos que pegamos no PIT ontem). Mas com o tempo ruim e com todas as coisas no carro, tivemos que apelar pra um rápido city tour. Fizemos algumas fotos toscas e rápidas do Palácio Anchieta, Catedral Metropolitana e outras construções, mas uma coisa é certa: quero voltar com mais tempo pra explorar o centro, os parques de Vitória e curtir as praias com tempo bom. E ainda fiquei sabendo que o hotel que ficamos faz diárias pela metade do preço aos fins de semana, afinal, Vitória é uma cidade de turismo de negócios, como São Paulo. Mas tem muitas belezas naturais também (que quero explorar numa próxima visita).
Uma coisa que nos impressionou desde o começo da viagem foi o montão de outdoors espalhados por aí, com os quais já estamos desacostumados depois da Lei Cidade Limpa em São Paulo.

Abastecemos o carro (no posto mais caro da viagem: R$ 1,99 o litro do álcool!!) e pegamos a estrada às 13h30 debaixo de chuva, rumo a Itaúnas, nossa última parada no Espírito Santo. Tudo muito rápido, né?!
A BR-101 estava novamente movimentada com muitos caminhões e poucos trechos de ultrapassagem, mas com asfalto bom, sem buracos nem deformidades. Depois dela, acessamos a ES-421 (depois de passar pela cidade de São Mateus) em direção à Conceição da Barra, onde abastecemos mais uma vez o carro na cidade (ainda com meio tanque) e retornamos um pouco na rodovia pegando o desvio pela ES-118 + ES-101 para Itaúnas em estradas de terra bem batida e com várias poças de lama. O tempo já dava mostras que ia mudar e ficamos contentes quando conseguimos divisar uma bela lua-cheia na paisagem. Chegamos em Itaúnas às 18h00, com tudo já escuro e fomos escolher uma pousada entre as ruazinhas de terra. O bom foi que eu havia impresso um mapa de um site com a localização das pousadas e assim nos encontramos melhor no escuro da pequena vila rústica. Àquela hora parecia uma cidade fantasma, de tão vazia.

A pousada escolhida foi a Zimbauê, muito charmosa, com fachada colorida, quarto amplo com TV e frigobar e até bicicletas pra uso dos hóspedes, numa diária de R$ 70 (até agora nosso melhor custo-benefício). Saímos a pé para jantar, pois na vila tudo é perto, e um quarteirão depois escolhemos o restaurante Lobo do Mar, que além de peixes e carnes também serve pizzas. Mas já comecei a pensar que seria impossível realizar o meu desejo de comer uma moqueca capixaba na fonte, pois a mais barata custava a “bagatela” de R$ 50!!! Resolvemos pedir 2 pratos prontos de peixe (PF), que custavam R$ 17 cada, mas quando vieram os pratos levamos um susto de tanta comida!! Feijão, arroz, 3 postas de cação frito, salada e batata frita num pratão “de pedreiro” (pra cada um!). Rsrs… estava tão gostoso que comemos tudo e tivemos que ficar um tempão sentados fazendo digestão antes de dormir.

Mas amanhã as dunas nos aguardam, e vamos queimar todas essas calorias!!

Nota do hotel: 8 | Nota do café: 8
Nota do almoço: 7 | Nota do jantar: 8

Pousada Zimbauê – Itaúnas (ES)

– Infos –

VITÓRIA
http://www.vitoria.es.gov.br/turismo.php

O turismo de negócios é grande fatia do mercado, o que faz encarecer as diárias nos hotéis durante a semana, mas tem muita coisa legal pra se conhecer vitória a lazer (e nos fins de semana o valor das diárias cai quase pela metade!). Suas praias são charmosas, as águas são claras, há o turismo gastronômico, o histórico e também o ecológico, com alguns parques que povoam a região metropolitana. Ficamos com vontade de voltar pra conhecer melhor todas as belezas capixabas, inclusive das cidades vizinhas à Vitória.

As atrações históricas da cidade reúnem-se principalmente na Cidade Alta, que é o centro histórico (e também comercial) de Vitória. Fundada em 1551, a cidade ainda mantém muitas construções da época e o legal é conhecer tudo isso num tour a pé, pois todas elas ficam próximas umas das outras. Dá pra conhecer o Palácio Anchieta (1551, sede do governo estadual), a Catedral Metropolitana (1920, estilo neogótico), várias ruas com casario colonial e até com calçamento original feito de peras e óleo de baleia, várias escadarias históricas que ligavam a parte baixa da cidade à parte alta, o Convento de S. Francisco (1591), Teatro Carlos Gomes (inspirado no Scala de Milão), etc. Navegando pelo site da prefeitura, descobri que há um programa de visitas guiadas gratuitas por algumas das atrações do centro histórico, então dá pra aproveitar bem a “aula de história” com os monitores e fazer muitas fotos.

Quem gosta de caminhadas na natureza tem como opções o Parque Estadual da Fonte Grande, vários parques onde estão a Pedra da Cebola e a Pedra do Penedo, etc.
Vitória também faz parte do trajeto do caminho “Passos de Anchieta”, caminho de 100 km percorrido pelo padre José de Anchieta entre as cidades de Anchieta e Vitória, podendo ser feito em quatro dias.
Além disso, as praias de Vitória são bem acolhedoras e há vários passeios de escuna pelas baías e ilhas.
Mas dá pra ver tudo isso no site da prefeitura.

Veja também:
Chapada Diamantina 1
Chapada Diamantina 2

4 Responses to “Chapada Diamantina 3”


  1. 1 Livro Seo 16/02/2011 às 1:34 pm

    Comparei este post com outros sobre o assunto, mas o seu é o melhor!

    • 2 Fabi 17/02/2011 às 12:20 pm

      Obrigada pelos elogios!
      O blog está meio largado ultimamente, mas tenho de terminar os posts sobre a viagem para a Chapada Diamantina.
      Volte em breve! abs.


  1. 1 Chapada Diamantina 1 | (novo) Manual de Bolso Trackback em 18/12/2014 às 3:30 pm
  2. 2 Chapada Diamantina 2 | (novo) Manual de Bolso Trackback em 18/12/2014 às 3:31 pm

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Aquariana de fevereiro de 1975. Ilustradora e designer gráfica. Fotógrafa amadora nas horas vagas. Amante dos animaizinhos e do turismo ecológico. Freqüentadora de teatros, cinemas, baladas, etc, etc. Como diria minha irmã, "uma quase especialista em um zilhão de coisas". O espírito inquieto não combina com a inércia. O mote é conhecer lugares novos, provar novos sabores, falar com gente interessante, ter novas experiências e compartilhar aqui. Conhecimento é o exercício permanente de provar novas coisas.

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